quarta-feira, dezembro 26, 2007

só sobrou esse nada, esse vazio, essa falta de vida, de coragem, essa covardia, essa merda toda em que eu me transformei e demorei tanto tempo pra me dar conta.
não, ninguém me conhece..não, eu não existo.
não acredita mais em mim. eu mesma já não acredito.

sábado, dezembro 22, 2007

mas era tudo mentira, mesmo.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

sábado, dezembro 08, 2007

Agenda 2008

Texto que escrevi de uma vomitada só pro "editorial" da agenda que estou fazendo junto com o Dani e o Gui, aqueles somáticos lindos. Não comprem agendas! Só a nossa.

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Agenda Poética – Política – Poiética
Poesia, autonomia e criatividade libertária

O Leminski diz que isso de querer ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além. Também acho.

Verdade única não existe, por isso que acredito em algumas. Em geral elas mudam com o tempo, mas a única que ainda não vi mudar é a própria mudança construtiva de mim. Aquela tal de dialética, tese, antítese, síntese...Acredito que a vida (pelo menos a minha) é feita desse e de outros movimentos.

Pode-se sempre escolher entre uma coisa ou outra. Ou, ainda, recusar todas as opções e esperar por melhores. Ou não esperar. Ou correr, ou gritar, ou xingar... Ou até o avesso, o outro lado da moeda, o muito pelo contrário...

Ou nada disso também.

O que vale é que o tempo todo estamos experimentando fazer o que escolhemos fazer. E, mais, o tempo todo estamos lutando e usando nossas forças em busca do que escolhemos (ou o que deixamos os outros escolherem por nós). Ainda que não se goste do que se faz, ainda assim, gastamos nossa energia. É que nem dar murro em ponta de faca, não é por ser ruim que não se faz força. Eu, quando percebo, tento usar a faca pra qualquer outra coisa...

O importante (mas pra quem mesmo?) o importante é abrir e fechar atividades. É o movimento e a experiência das coisas gostosas e desgostosas.
Independente do que se faz e de quanto se gosta do que se faz, sempre se está abrindo e fechando, abrindo e fechando.
Essa agenda na tua mão serve só pra organizar e te mostrar no papel pelo que você está lutando. É quase como um espelho.

E, como já disse Caetano: Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que se é.

É assim que tem que ser.

Mas quem fez isso?
Os produtores dessa agenda são dois meninos e uma menina que se conheceram no grupo 3 de Somaiê em São Paulo e decidiram produzir algo juntos.

O que é Somaiê?
Somaiê é uma terapia em grupo (dissidente da somaterapia de Roberto Freire) que busca o desbloqueio da criatividade para o cotidiano, dentro da ideologia anarquista, usando teorias da gestalterapia e da antipsiquiatria, e práticas bioenergéticas e da capoeira angola. (Ufa!)

Mas o que é Anarquismo?
Essa eu não respondo. É uma coisa diferente pra cada pessoa e, pra mim, a teoria não adianta.

E o que é uma agenda Poética – Política – Poiética?
É isso na sua mão!

Certo, eu sei o que é poesia, eu acho que sei o que é política, mas o que quer dizer “poiética”?

A autopoiese aponta uma definição de vida como sendo a autonomia e constância de uma determinada organização das relações e os elementos constitutivos de um sistema, organização essa que é auto-referencial no sentido de que a sua ordem interna é gerada a partir da interação dos seus próprios elementos e auto-reprodutiva no sentido de que tais elementos são produzidos a partir dessa mesma rede de interação circular e recursiva.

Sacou? Resumindo: você é o que você produz, você produz de acordo com o que você é. Bom, é isso que eu entendo de autopoiése na minha vida e também dá pra aplicar pra sistemas mais complexos do que o seu corpo, como a sociedade, seu grupo de teatro, sua família...Complexidades da organização e da autonomia.

Esperamos sinceramente que essa combinação que gerou nossa (agora sua) Agenda Poética – Política – Poiética seja um instrumento delicioso de autonomia e liberdade na sua auto-organização.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

do sujeito, do amor, da liberdade

Liberdade não é nem pode se tornar um sujeito adjetivado. Ela prescinde de adjetivos,
Liberdade é liberdade e ponto.

Mas ela pode adjetivar.
Amor libertário, produção libertária, espaço libertário, vida libertária..

Meu amor liberto não limita a
expande aos
tantos, todos!
E cada um, cada um
cada amor, cada amor.

Espontaneidade!
Caminho rumo a minha mesma, ao meu amor
sujeita ao que nasci, lutando em busca de meu original
Deliciosamente adjetivada pela liberdade.